Introdução
No dia 24 de
julho de 2025, a Tailândia executou uma ofensiva militar contra o Camboja,
intitulada Operação Yuttha Bodin [Thai Army Launches…, 2025]. Tal operação não
é um evento isolado, mas o reflexo de séculos de instabilidade territorial que
remontam ao declínio do Império Khmer no século XV e à subsequente consolidação
do Reino do Sião [Ciorciari, 2009]. O impasse foi agravado pela herança
colonial francesa, que, por meio dos Tratados de 1904 e 1907, impôs demarcações
territoriais que ignoraram as divisas naturais em favor de interesses
políticos, criando problemas que persistem até os dias atuais. Contudo, a
motivação da ofensiva supera o resgate histórico, já que é impulsionada pela necessidade
pragmática de controle sobre recursos naturais e pela busca de vantagens
geográficas estratégicas sobre o vizinho [Wisaijorn, 2025]
Para a
análise do caso, será necessária a aplicação de conceitos de Ratzel como Lebensraum
(Espaço Vital), Raum (Espaço), Lage (Posição) e Grenze (Fronteira)
permitindo decifrar a lógica por trás do avanço tailandês. Tal análise dos
fatos, serão feitas utilizando os conceitos mencionados a partir de sua
reinterpretação pela teoria crítica de John Agnew, esses termos revelam que a
Tailândia não busca apenas território, mas a construção de um "espaço
antropogênico".
Por fim,
apesar da distância geográfica, a magnitude deste conflito oferece lições
fundamentais para o Brasil sobre a gestão de fronteiras extensas e a governança
de recursos transfronteiriços vitais, como o Aquífero Guarani e as bacias
hidrográficas. A situação ressalta a importância da segurança e da diplomacia,
servindo como um estudo de caso relevante para a Política Externa Brasileira.
No contexto do governo Lula 3, a análise deste cenário é crucial para
qualificar a aproximação comercial que o país vem consolidando com as nações do
Sudeste Asiático e com o bloco da ASEAN.
Referencial
teórico
No campo
teórico geopolítico, diversas teorias podem ajudar a explicar o presente caso,
podendo ser de uma análise crítica das elites locais, como Agnew apresenta, até
a necessidade da expansão do território do Estado para a manutenção de mais
recursos naturais e por consequência da sua sobrevivência, como citado pelo
autor Friedrich Ratzel. Sob esta ótica, o conceito de Lebensraum (Espaço
Vital) é apresentado não como um expansionismo meramente ideológico, mas como
uma necessidade do Estado, em que a expansão do território a outros assegura as
bases materiais para a sua sobrevivência [Hage; Lima; Fagundes, 2025].
Para que
seja possível uma análise a partir da teoria do Espaço Vital, é preciso
resgatar a premissa de Ratzel de que o Estado possui características de um
organismo vivo. Dessa forma, assim como as teorias realistas de Relações
Internacionais argumentam, o objetivo principal do Estado é buscar a
sobrevivência em um Sistema Internacional anárquico e hobbesiano. Dito isso, a
política externa e as disputas territoriais são conduzidas pela necessidade de
sobrevivência e pela busca de melhores recursos, onde a busca por
"melhores fontes de vida" dita o comportamento da nação [Hage; Lima;
Fagundes, 2025].
No entanto,
é fundamental pontuar que a suposição teórica apresentada baseia-se no que John
Agnew define como “geopolítica naturalizada”, que seria uma vertente baseada na
presunção de que a geografia atua como um conjunto de restrições permanentes,
ignorando que o sucesso e o poder de um Estado não são o resultado somente
devido ao ambiente físico, mas sim da sua acumulação de eventos históricos e da
sua capacidade de adaptação às circunstâncias tecnológicas e econômicas em
mudança [Agnew; Corbridge, 1995]. Diferente da visão determinista, que transpõe
a biologia evolutiva para tratar o Estado territorial como um organismo vivo
com necessidades ou demandas territoriais próprias, entende-se aqui que as
decisões dos Estados são baseadas, em boa parte, em questões históricas e
sociais [Agnew; Corbridge, 1995].
A
geopolítica, portanto, não lida com um determinismo natural, mas sim com
“práticas espaciais” ativas e socialmente construídas, em que as fronteiras e a
soberania territorial são representações contingentes utilizadas para organizar
o espaço global e regular o poder [Agnew; Corbridge, 1995]. Ou seja, aqui
entende-se o Espaço Vital como "espaço antropogênico", ou seja, um
espaço que os Estados entendem que deve ser ativamente conquistado, moldado e
trabalhado pela ação estatal para atender a interesses políticos e econômicos
precisos [Agnew; Corbridge, 1995].
Sob essa
perspectiva, a teoria de Ratzel também abrange a tese dos Elementos
Fundamentais do Estado, que em categorias (Espaço, Posição e Fronteira),
sistematizam as condições físicas e geográficas essenciais sobre as quais o
Estado se apoia para garantir sua mobilidade, expansão territorial e sobrevivência
[Hage; Lima; Fagundes, 2025]. Para sistematizar essa relação sem recair no
determinismo geográfico original, as categorias clássicas de Raum (Espaço),
Lage (Posição) e Grenze (Fronteira) devem ser interpretadas como
práticas espaciais e representações do espaço: o Raum deixa de ser um
fator fixo e natural para tornar-se o cenário material e socialmente
construído; a Lage define a posição estratégica não apenas geográfica,
mas inserida em redes globai logísticas e tecnológicas; e a Grenze atua como
uma fronteira reguladora e discursiva, que busca moldar o controle político,
tal como legitimar ações, frente às pressões externas e internas [Agnew;
Corbridge, 1995].
A partir
dessa reinterpretação dos termos geopolíticos apresentados pela análise crítica
de Agnew, consegue-se analisar de forma mais clara os objetivos estratégicos
que Tailândia possui no conflito atual fronteiriço com o Camboja. Desta forma,
consegue-se entender de uma forma racional e não determinista os motivos
históricos, políticos e de recursos do ator asiático.
O Conflito
Os problemas
fronteiriços entre Tailândia e Camboja datam do século XV, quando os atores
envolvidos ainda se chamavam Império Khmer (atual Camboja) e Reino do Sião
(atual Tailândia). O Sião absorveu territórios de forma gradual desde 1431,
forçando o declínio do império vizinho, e, em 1794, consolidou o controle sobre
ricas províncias do noroeste, como Sisophon e Battambang [Ciorciari, 2009].
Dito isso, os siameses administraram e exploraram essa região até o avanço do
colonialismo francês: através dos Tratados Franco-Siameses de 1904 e 1907, já que o Sião foi forçado a ceder o controle
as províncias desta região à Indochina Francesa. Além disso, em 1907, geógrafos
franceses desenharam um novo mapa, que se desviou do divisor de águas natural
da montanha para colocar intencionalmente o planalto, as elevações e templos,
como o Templo de Preah Vihear, sob jurisdição do Camboja [Ciorciari, 2009].
Dessa forma,
os tratados franco-siameses de 1904 e 1907 forçaram a Tailândia a ceder a
soberania sobre a cordilheira de Dangrek, uma barreira natural estratégica para
observação de fronteiras, proteção natural e obtenção de minérios [Why Peace
Keeps Failing…, 2025]. Além do valor simbólico dos templos de Preah Vihear, Ta
Moan Thom e Ta Khwai, essas montanhas são ricas em recursos florestais,
biodiversidade e depósitos minerais, funcionando também como uma região hídrica
que controla o fluxo para as bacias do Rio Mekong, do Lago Tonlé Sap e do Rio
Stung Sen [Why Peace Keeps Failing…, 2025]. Ao perder o controle dessas
elevações e dos planaltos, a Tailândia estava privada de solos férteis, bacias
de rios, recursos minerais importantes e pontos de observação militar
dominantes, conforme o mapa abaixo:
Mapa 1-
Territórios demarcação feita pelos franceses na fronteira Camboja-Tailândia
Fonte:
https://www.theguardian.com/world/2025/dec/17/a-visual-guide-to-the-historical-maps-and-temples-at-the-heart-of-the-thailand-cambodia-conflict
Após a
independência do Camboja em 1953 e a retirada francesa em 1954, a Tailândia,
que precisava assegurar recursos e reparar as perdas coloniais, tentou
reivindicar territórios, ocupando militarmente as terras do Templo de Preah
Vihear, o que levou à indignação dos cambojanos [Ciorciari, 2009]. O Camboja
levou a disputa à Corte Internacional de Justiça (CIJ) em 1959 e, em 1962, a
Corte decidiu a seu favor, concedendo-lhe o templo. Contudo, a decisão falhou
ao não demarcar novamente os territórios, limitando-se a reconhecer a divisão
feita pelos franceses estritamente para o templo [Ciorciari, 2009].
Tal questão
de 1962 tentou ser apaziguada inicialmente no ano seguinte, quando o governo
cambojano permitiu a livre circulação de tailandeses no templo sem a necessidade
de vistos, tratando a fronteira como um espaço de livre circulação de pessoas
[Ciorciari, 2009]. Contudo, essa medida começou a enfrentar problemas a partir
de 2008, quando o Camboja registrou Preah Vihear como Patrimônio Mundial da
UNESCO [Ciorciari, 2009]. Dito isso, tal ato desencadeou uma reação
nacionalista por parte das elites políticas e militares da Tailândia, que
alegavam que o mapeamento da UNESCO englobava solos tailandeses adjacentes ao
monumento [Ciorciari, 2009]. Assim, culminando em confrontos letais em 2011,
forçando a Corte Internacional de Justiça (CIJ) a emitir uma nova decisão em
2013. A CIJ reafirmou a soberania cambojana sobre toda a região do templo, mas
novamente não resolveu a demarcação das áreas vizinhas [Ciorciari, 2009]. Dito
isso, com a confirmação de respeitar determinações feitas pela política
colonial apenas pontualmente, a fronteira entre os países manteve-se tensa: o
Camboja militarizou o local para evitar incursões, enquanto a Tailândia
observava a área e mantinha provocações fronteiriças.
Porém, em
2025, a situação na fronteira se agravou: A escalada começou em fevereiro,
quando um grupo de cambojanos cantou o seu hino nacional no templo de Ta Moan
Thom, resultando em detenções por tropas tailandesas [Why Peace Keeps Failing…,
2025]. Porém, a grande escalada do conflito ocorreu em julho, quando patrulhas
tailandesas pisaram em minas terrestres, resultando em soldados feridos. Sob a
alegação de ataques transfronteiriços e ignorando as tentativas de resolução via
CIJ, o Estado tailandês iniciou um massivo conflito fronteiriço em 24 de julho
de 2025, a partir do movimento intitulado de "Operação Yuttha Bodin"
[Why Peace Keeps Failing…, 2025]. Além disso, é importante retratar que a
operação foi sobre diversos pontos da fronteira do Camboja, evidenciando que o
objetivo central do país não era somente a respeito de Preah Vihear e de
templos religiosos e sim sobre um novo controle fronteiriço, envolvendo pontos
diferentes da fronteira e o espaço aéreo cambojano [Why Peace Keeps Failing…,
2025].
Por fim, um
cessar-fogo, intermediado pela organização Associação de Nações do Sudeste
Asiático (ASEAN) e pelos Estados Unidos, foi assinado em 26 de outubro de 2025,
na 47ª Cúpula da ASEAN [Why Peace Keeps Failing…, 2025]. Porém, pouco tempo
depois, Bangkok rompeu o acordo alegando novas provocações fronteiriças e no
dia 27 de dezembro de 2025 assinaram um novo acordo, que no atual momento não
foi capaz de segurar as tensões, já que disparos de artilharia e uso de aviões
foram relatados em 2026 [Why Peace Keeps Failing…, 2025].
Discussão
Como
discutido pelas definições de Agnew, questões históricas e sociais moldam as
capacidades, o comportamento político e os interesses de um Estado [Agnew;
Corbridge, 1995]. Dito isso, é importante ressaltar que o nome da operação
reflete estas problemáticas históricas abordadas na última seção, tendo em
vista que o termo “Yuttha Bodin” significa “A batalha pela Defesa
(retomada) da Terra” [Royal Thai Army Launches…, 2025]. Porém, esta questão é vista
como simbólica para exercer a propagação do nacionalismo no país, assim como de
propaganda, caracterizando os ataques do país como forma de recuperar
territórios perdidos e responder acusações que atacaram diretamente a pátria,
legitimando o ataque do ponto de vista discursivo [Wisaijorn, 2025]. Dessa
maneira, compreende-se que o conceito ratzeliano de Grenze (fronteira),
quando analisado sob a ótica de Agnew, atua justamente como um discurso
nacionalista, onde o uso da força é legitimado como um ato de recuperação de
territórios e de honra, ou seja, as fronteiras se tornaram um discurso, sendo passível
de mudança através de uma narrativa.
Além disso,
muitos veículos de comunicação resumem o conflito a problemas relacionados a
templos e a questão cultural religiosa, destacando somente este valor social.
Apesar de existir essa questão, conforme evidenciado anteriormente, a amplitude
da invasão, atingindo cerca de 25% de toda a extensão fronteiriça (203 km de um
total de 800 km, na região das Montanhas de Dangrek) e também ataques relatados
sobre toda a fronteira [Why are Thailand and Cambodia…, 2025], revela que a
situação não é uma resposta a incidentes localizados, mas uma tentativa
deliberada de redesenhar a integridade territorial e a projeção de poder
tailandesa sobre o vizinho [Wisaijorn, 2025], conforme mapas abaixo:
Mapa 2-
Locais dos focos de ataque na fronteira Tailândia e Camboja
Fonte: https://www.britannica.com/event/Thailand-Cambodia-Conflict
Mapa 3- Locais onde há relatos de ataques na fronteira
Fonte: https://www.bbc.com/news/articles/cdjxje2pje1o
A partir
disso, visualiza-se que ao projetar força sobre as Montanhas Dangrek, a
Tailândia não busca apenas a questão social, mas também a espacial com a
captura do Raum (Espaço) como algo extrativista e regulador [Waisaijorn,
2025]. Ao se expandir para as montanhas, o Estado tailandês busca internalizar
veios mineralizados de ouro, ferro e cobre, transformando recursos que
naturalmente ignoram limites políticos em capital sob controle estatal e das
elites econômicas [Waisaijorn, 2025]. Tais elites estão incomodadas com a
presença da DELCOM, uma empresa mineradora cambojana e que possui ampla
participação chinesa, ou seja, se incomodam com a presença de empresas com
capital chinês na região (Waisaijorn, 2025). Não só isso, as províncias
fronteiriças de Banteay Meanchey e Oddar Meanchey (que são locais hub de
comércio, agroexportações e até de cassinos) interessam o Estado tailândes por
conta de manter influência nas fronteiras que está se perdendo pela presença
chinesa [Garcia, 2025].
Dessa
maneira, o espaço deixa de ser algo fixo para se tornar um cenário socialmente
construído, onde capacidade de riqueza mineral e a presença comercial é
alterado para seguir os interesses de uma elite e estatal (projeção chinesa)
que alimenta um ciclo acumulação geoeconômica do Estado, forçando uma
integração territorial, mesmo que tinha sido a força por Sião, que o período
colonial havia interrompido (Waisaijorn, 2025) . Além disso, permite que o
Estado tailandês projete sua localização diretamente nas cadeias regionais de suprimentos
e tecnologia, tendo total controle das regiões fronteiriças que são importantes
para a exportação (venda) de produtos tecnológicos e suprimentos (Waisaijorn,
2025).
Por fim, do
ponto de vista posicional, o Lage, a operação instrumentaliza a hidrografia
da região tal como a sua topografia, já que estes dariam vantagens militares
táticas à Tailândia. Ao controlar as Montanhas Dangrek, a Tailândia domina as
divisões de águas, bacias e riachos que alimentam diversos rios importantes no
Camboja (Garcia, 2025). Um destes rios é o Rio Sen, que é alimentado por
diversos riachos e afluentes que nascem na face sul das montanhas (Mekong River
Commission, 2023). Não só esse, o Rio Mekong, o rio mais importante do Sudeste
Asiático, também pode ser controlado, já que todas as águas que essas montanhas
dividem acabam no Mekong, conforme o mapa abaixo (Mekong River Commission,
2023).
Mapa 4- Hidrografia do Camboja
Fonte: https://www.mrcmekong.org/publications/the-mekong-atlas-2023-lower-mekong-basin-atlas-2023/
Dessa forma,
a Tailândia transforma as nascentes que alimentam tais rios em uma ferramenta
de pressão estatal, já que este controle das partes altas permite ao país
interditar ou regular o fluxo hídrico que irriga as planícies cambojanas,
convertendo a hidrografia em um mecanismo de subjugação política (Waisaijorn,
2025).. Assim, a localização desses agentes naturais deixa de ser algo natural
para tornar-se uma vantagem competitiva deliberadamente construída à força por
um Estado que visa ter superioridade estratégica sobre o outro.
Conclusão
Portanto, a
partir da argumentação teórica crítica de John Agnew, que fornece novos
sentidos para as posições deterministas de Ratzel, conclui-se que a Operação
Yuttha Bodin (2025) não é um fenômeno isolado de defesa territorial, mas a
materialização do domínio do espaço pela Tailândia. Ao reinterpretar as
categorias de Raum, Lage e Grenze, observa-se que o Estado
tailandês utiliza o discurso nacionalista e a ocupação militar para converter a
geografia física das Montanhas Dangrek em ativos econômicos e políticos. A
captura de recursos minerais e o controle estratégico do divisor de águas que
alimenta o Camboja demonstram que o território é tratado como um recurso
antropogênico e utilitário, moldado ativamente para assegurar a hegemonia
regional, realizar desejos econômicos e conter a influência de capitais
externos, como o chinês.
Referências
João Mateus
Paiva Silveira é graduado em Relações Internacionais pela PUC-MG e pós
graduando em Geopolítica Contemporânea pela PUC-MG.
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Tema e enfoque do texto interessantes. Contudo possuo duas considerações. No texto você cita o Agnew, mas na referência está Agnew e Corbridge, não seria o caso de citar os dois? Em relação aos mapas, geralmente se usa o termo imagem quando não há norte geográfico, escala e legenda.
ResponderExcluirBoa noite! Obrigado pelas excelentes observações e pelos elogios ao texto, espero que tenha gostado bastante.
ResponderExcluirQuanto ao primeiro ponto, você tem toda razão do ponto de vista metodológico. Preferiu-se citar somente o Agnew tendo em vista que o autor, além de ser relevante, as ideias debatidas foram de outras obras dele e que foram aprimoradas neste livro, por isso a utilização do livro "Mastering space: hegemony, territory and international political economy". Porém, é claro que a obra em questão é conjunta e farei a devida correção para constar ambos os autores nas próximas versões do trabalho.
Sobre a segunda questão, peço desculpas pelo mal-entendidos. Compreendi o seu ponto sobre a rigidez cartográfica e também será um ponto de ajuste nas próximas versões.
Mais uma vez, agradeço imensamente pela leitura atenta e pelas contribuições que enriqueceram a pesquisa.
Atenciosamente,
João Mateus Paiva Silveira