O ORIENTALISMO DA TENDÊNCIA “TORNANDO-SE CHINÊS”: QUANDO O VELHO ESTÁ MORRENDO, MAS O NOVO AINDA NÃO PODE NASCER por Christiane dos Santos Luciano e Brigida Mei Lin Bertuola


Ao final do ano de 2025 e início de 2026, as redes sociais estão bombando as hashtags “China vibes”, “Chinamaxxing”, “becoming chinese” e “you met me at a very chinese time in my life”. A trend que inicialmente parecia um interesse global genuíno pelo atual nível de desenvolvimento chinês, rapidamente se transformou em apropriação cultural e reprodução de estereótipos fetichistas sobre o que seria um “estilo de vida chinês”. Neste artigo de opinião, defendemos o seguinte argumento: se por um lado o Ocidente reconhece o século XXI como “o século ásiático” (Escobar, 1997; Khanna, 2019; Madridejos, 2021), ainda há um longo caminho a percorrer para que a o etnocentrismo e o Orientalismo (Said, 2007) se tornem coisas do passado.

 

Antônio Gramsci afirma em Cadernos do Cárcere (1992, p.276) que: “o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer”. A frase usada pelo marxista italiano para descrever a crise de hegemonia do capitalismo no início do século XX parece-nos pertinente para explicar uma espécie de crise identitária ocidental que ocorre 100 anos mais tarde: embora os olhares do mundo todo se voltem para a China, só se enxerga aquilo que se está condicionado a ver.

 

No campo da Sinologia brasileira, uma ampla gama de posições políticas emerge dentre as pessoas interessadas em estudar a China. De comunistas a liberais, o consenso parece girar em torno do impressionante nível de desenvolvimento chinês que parece colocar o país na contramão da tendência neoliberal que assola os países capitalistas ocidentais com crises intermináveis. Não tão consensual, porém, são as opiniões sobre o caminho que levou a China a se tornar a potência que é hoje.

 

Nesse sentido, temas como o sistema político da China, que não segue o modelo de democracia liberal e os conflitos no território da província de Xinjiang, dentre outros, dividem opiniões. Há que se reconhecer que muitos pareceres emitidos sobre a sociedade e o governo chinês baseiam-se em informações sobre a China divulgadas por veículos de mídia ocidentais, já que a língua ainda é uma grande barreira para acessar o universo de informações produzidas pelos/as próprios/as chineses/as.

 

Dessa forma, parece haver uma dicotomia entre as pessoas interessadas em estudar a sociedade chinesa: o reconhecimento e a admiração pelo desenvolvimento econômico, tecnológico e social do país unem, porém os métodos que sustentam esse desenvolvimento, dividem opiniões. E se isso ocorre no âmbito acadêmico-científico, não poderia ser diferente no universo das redes sociais, dentre os/as divulgadores/as de conteúdo. Nos últimos anos, diversos perfis se dedicam a mostrar a sociedade chinesa, abordando sua história, culinária, geografia, tradições culturais e modo de vida.

 

A receptividade chinesa ao recente aumento de interesse do Ocidente por sua cultura também potencializa fenômenos como a tendência “tornando-se chinês”, considerada positiva pelo ministro de relações exteriores chinês Lin Jian (Xinhua, 2026). Outros veículos de mídia financiados pelo governo chinês como a China Global Television Network (CGTN) e o China Daily também comemoraram as hashtags virais. Com efeito, a trend que tomou redes sociais como Tik Tok e Instagram teve participação direta da influencer digital sino-estadunidense Sherry Zhu que popularizou o termo “chinese baddie”.

 

Outra influenciadora que abraçou a tendência foi Emma Peng, com um vídeo que já soma mais de 5.5 milhões de visualizações em que ela afirma: “minha cultura pode ser a sua cultura, estou orgulhosa de vocês”, demonstrando amplo apoio ao conteúdo da tendência becoming chinese. É interessante observar que os conteúdos da trend se apoiam na estética  da ideologia wellness, ou indústria do bem-estar, que vem crescendo exponencialmente nos últimos anos.

 

Parece haver uma dimensão de gênero em torno dessa tendência, considerando que um número significativo de pessoas adotando essa tendência e a difundindo são mulheres. Essa dimensão de gênero faz sentido quando associada à ideologia wellness, uma vez que as mulheres são historicamente os sujeitos que mais sofrem pressões estéticas e por isso são as maiores consumidoras de produtos e serviços destinados a esse fim. O aspecto geracional também se destaca nesse fenômeno, já que a tendência se difundiu especialmente entre a geração Z que já vem demonstrando interesse em produtos de exportação cultural chinesa como o boneco Labubu.

 

Porém, enquanto alguns influenciadores digitais e analistas consideram essa tendência um elemento positivo de soft power capaz de impulsionar a difusão da cultura chinesa pelo mundo, outros/as denunciam a trend como apropriação cultural, exotização e racismo. Há ainda quem interprete a tendência como piada absurda ou expressão irônica de protesto (Zhuang, 2026). Juna Xu compartilha sua experiência crescendo num contexto diaspórico com vergonha de sua cultura e tendo opiniões ambíguas sobre a tendência que tomou as redes sociais neste ano:

 

Para muitos de nós, esse apreço não veio quando nós mais precisávamos. Quando éramos crianças sendo zombadas por nossos almoços e nossa aparência, as regras dos nossos pais ou como nossos lares funcionavam. Não veio quando ser chinês/a parecia algo que tínhamos que explicar, suavizar ou tornar mais palatável. [...] Enquanto eu crescia, levar chá de ervas pra escola não era cool. Usar pantufas dentro de casa não era chique. Ter sido ensinada a não beber água gelada te tornava “estranha”. Esses eram apenas hábitos diários para mim. Agora, as mesmas práticas estão sendo tiradas de contexto, embaladas como truques de wellness e vendidos por visualizações online (Xu, 2026, tradução nossa).

 

Dentro deste âmbito das contradições que a trend revela, Chang (2026) oferece uma leitura sobre a assimetria inerente ao consumo cultural nas redes sociais. Ao afirmar que “todos querem ‘ser chineses’, mas ninguém quer ser chinês”, a autora evidencia como criadores de conteúdo ocidentais operam uma espoliação simbólica. Práticas historicamente marginalizadas e ridicularizadas quando vivenciadas pelo ocidente são agora higienizadas sob o prisma da indústria do wellness. O que se testemunha não é, portanto, uma superação do etnocentrismo, mas sim a reatualização de um fetiche que extrai a estética da identidade chinesa enquanto esvazia por completo sua complexidade.

 

O fenômeno “tornando-se chinês” deve ser analisado no contexto mais amplo de exportação da cultura do Leste Asiático, especialmente do Japão e da Coreia do Sul para o Ocidente, numa tentativa de apagar a história de imperialismo, ditaduras e massacres desses países, transformando-os em “kawaii” e palatáveis ao consumo cultural ocidental, conforme demonstra Rodrigo Kenji (2024a; 2024b).

 

Kawaii é uma expressão japonesa que significa fofo e caracteriza um movimento cultural que engloba a estética infantilizada, inocente e submissa presente em mangás, animes e J-pop, popularizada propositadamente pelo Japão com apoio dos Estados Unidos no pós-guerra para apagar a invasão e ocupação violenta dos territórios da China, Península Coreana e demais países do Sudeste Asiático no início do século XX, além de seu alinhamento ao eixo nazi-fascista.

 

Essa estratégia serve especialmente aos interesses capitalistas da aliança japonesa-estadunidense para se contrapor ao bloco socialista no contexto da Guerra Fria. Enquanto uma imagem limpa, educada, tecnológica e fofa do Japão era exportada para o mundo, o país sofria internamente com genocídios étnicos, autoritarismo e repressão aos movimentos populares e estudantis de esquerda. O kawaii surge como movimento de contracultura e resistência das jovens japonesas aos estereótipos de gênero e depois é apropriado pelo mercado e pelo marketing e transformada nos produtos que conhecemos hoje no Ocidente, como Hello Kitty, Dragon Ball, Pokémon, mas também em aspectos problemáticos como a exploração sexual (Kenji, 2024b).

 

Num movimento semelhante, o K-pop, uma fusão de estilos musicais sul-coreanos e estadunidenses se tornou uma arma de soft power após o fim da ditadura militar que se estendeu desde o final da Guerra das Coreias (1950-1953) até 1987. Patrocinada pelo governo, a cultura passa a ser o principal produto de exportação sul-coreana, graças à formação de grandes conglomerados de produção de entretenimento. Artistas como Psy, o quarteto Blackpink e o cineasta Bong Joon-ho são alguns dos ícones de sucesso de parcerias entre o Estado e o empresariado como a YG Entertainment e a Korean Academy of Film Arts. Elementos da estética kawaii estão também presentes na indústria cultural sul-coreana, com especial ênfase na infantilização e na hipersexualização (Kenji, 2024a).

 

Portanto, o interesse ocidental, especialmente entre a juventude, pela cultura do leste asiático é produto direto desse movimento deliberado de exportação cultural como estratégia de soft power. Exporta-se a estética fofa, tecnológica e higienizada, porém o conhecimento da cultura milenar desses países, sua filosofia e história não alcança a maioria do público que consome kimchi, lámen ou mochi.

 

Assim, quando o mundo volta seus olhos para a China contemporânea, o interesse pelo exótico já está viciado por essa forma orientalista de ver as culturas do leste asiático. Dessa complicada equação derivam as tendências como o “tornar-se chinês”, que não passam de consumo fetichista quando se reduz a diversidade cultural de um país composto por 1.4 bilhão de habitantes e 56 etnias a beber água quente, comer mingau de arroz ou usar pantufas dentro de casa.

 

Com efeito, o correspondente da BBC Shawn Yuan relata, através de sua vivência pessoal como sino-britânico, que no contexto europeu o Japão e a Coreia do Sul eram vistos como os países “cool” do leste asiático até poucos anos atrás. Enquanto isso, o imaginário social em torno da cultura chinesa era de que se tratava de produtos e práticas com qualidade inferior. Com a rápida expansão econômica e tecnológica chinesa nos últimos anos e o boom de influencers, repórteres e todo tipo de pessoas viajando para a China e retratando o que consideram cenários de um país futurístico, essa opinião coletiva sobre a China foi se modificando (BBC, 2026). Nesse sentido, emerge a pergunta: existe realmente uma mudança na forma orientalista com que o Ocidente enxerga a China ou há uma reação racista que se surpreende com o nível de desenvolvimento que um povo não-branco num país não liberal alcançou?

 

Outra hipótese para esse aparente fascínio ocidental com um ideal estereotipado de cultura chinesa seria uma propensão a adotar a tendência “becoming chinese” não por interesse genuíno, mas por um senso de insatisfação ou ressentimento com as próprias crises sociais causadas pelo caminho que os países ocidentais (como os EUA) escolheram trilhar, conforme argumenta Yunyun Gu ao afirmar “eu quero que as pessoas parem de demonizar, mas também parem de super glamourizar meu povo e minha cultura” (BBC, n.p, 2026, tradução nossa).

 

Cabe lembrar que o ano de 2020, marcado pela pandemia da Covid-19 gerou ondas de racismo e xenofobia em todo o mundo contra chineses/as, reatualizando o mito do perigo amarelo. É no mínimo curioso notar que menos de seis anos depois disso, a memória coletiva parece ter esquecido aqueles ataques e preconceitos ao abraçar a nova tendência do momento, pelo menos nas redes sociais.

 

Por outro lado, a repórter da BBC Nathalie Jimenez que vive em Nova Iorque avalia que existe um clima genuíno de curiosidade e interesse por parte da juventude estadunidense acerca da China, impulsionada em particular pelo banimento do Tik Tok nos EUA no ano de 2025, que levou diversas pessoas jovens a migrarem para a plataforma chinesa RedNote. Nesse sentido, haveria uma mudança na forma como o gigante asiático é visto no Ocidente, com as novas gerações genuinamente desejando construir pontes culturais entre os dois países. Apesar dos conflitos geopolíticos entre as duas maiores economias do mundo e do discurso racista sendo usado como arma da administração Trump contra a China, a tendência da juventude estadunidense seria a de querer descobrir a China por si mesma, para além da propaganda promovida por seu país (BBC, 2026).

 

As afirmações de Nathalie Jimenez vão ao encontro de dados recentemente divulgados sobre a aceitação da liderança global da China pelas gerações mais jovens. Uma pesquisa realizada pelo jornal The Economist em parceria com a empresa GlobeScan no ano de 2025 demonstrou que aos olhos do mundo, a China parece ser uma potência econômica mais desejada que os EUA. 32 mil pessoas de 32 países foram consultadas sobre sua visão acerca dos dois países. Os resultados demonstraram crescimento (em relação ao ano anterior, 2024) da preferência pela liderança global chinesa em detrimento da estadunidense em todos os países pesquisados.

 

É interessante notar que a preferência pela China aumentou consideravelmente nos países do Sul Global, especialmente pertencentes à América Latina, África e Oriente Médio. E essa preferência se correlaciona à idade das pessoas estudadas: quanto mais jovem a pessoa entrevistada, maior sua probabilidade em aceitar/preferir a liderança global chinesa (The Economist, 2025).

 

Esses dados levaram a rede de notícias britânica TLDR News a abordar o interesse da Geração Z pela China e tentar entender os motivos de sua maior inclinação a apoiar a China em comparação com a gerações mais velhas (TLDR, 2025). Cinco motivos foram elencados como determinantes para esse fenômeno: 1) o fato das pessoas jovens desaprovarem o Governo Trump; 2) um declínio geracional de confiança no modelo de democracia liberal; 3) as pessoas jovens tendem a terem menos medo do comunismo; 4) mudança do clima; 5) exportação de produtos culturais chineses direcionados às gerações mais jovens.

 

Outra pesquisa divulgada pelo think tank Carnegie Endowment for International Peace em parceria com a empresa YouGov no ano de 2025 explorou especificamente a percepção de cidadãs/aos estadunidenses sobre o poder global dos EUA e sua importância para o mundo (Christopher Chivvis; Stephen Wertheim; Liana Schmitter-Emerson, 2026). Os dados demonstraram que a maioria das/os estadunidenses acreditam que seu país está em declínio no cenário internacional e que o poder da China se iguala ou supera o dos EUA.

 

Novamente, a categoria geracional desempenhou um papel significativo nas opiniões expressas pelas pessoas entrevistadas:

 

Estadunidenses abaixo dos 65 anos tinham mais probabilidade de ver os EUA como uma de muitas nações poderosas ao invés de ser a única e mais poderosa. 25% dos/as estadunidenses entre 18 e 29 anos acreditavam que a China tem mais poder e influência global do que os EUA, em comparação a apenas 12% de estadunidenses com 65 anos ou mais. [...]

As gerações Z e Millennial diferiram das mais velhas principalmente ao ser menos fervorosas e mais ambivalentes sobre a valorização que atribuíram ao poderio estadunidense (Chivvis; Wertheim; Schmitter-Emerson, n.p, 2026, tradução nossa).

 

Ainda, um artigo de opinião publicado por Alicja Bachulska no European Council on Foreign Relations (2026) reposiciona o fenômeno da trend para além de uma manifestação efêmera de engajamento algorítmico, entendendo-o como uma faceta moderna do soft power asiática na contemporaneidade. A análise da autora afirma que a reprodução de imagens de uma China hiper tecnológica, segura e futurista atua como um vetor de “Orientalismo invertido”: se no Orientalismo o Leste era exótico e atrasado, nesta nova roupa ele é exótico e vanguardista. Esse processo encontra um fértil terreno no crescente sentimento de ressentimento, desilusão e desamparo que das gerações mais jovens ocidentais, que se encontram num eminente colapso do bem-estar social e crise estrutural promovido pelo modelo neoliberal. Ao perderem a fé no futuro de suas nações, projetam na Ásia uma idealização de estabilidade e harmonia cotidiana. Segundo a autora, essa narrativa, embora nascida de forma espontânea nas redes sociais, acaba sendo organizadamente instrumentalizada e celebrada pelas estruturas de comunicação de pequim na disputa de longo prazo pela hegemonia cultural global. Essa pane analítica e o consequente alarme por parte dos observadores ocidentais deixam evidente que há um receio dentro dessa crise estrutural do neoliberalismo e do que pode vir a se estabelecer em um novo sistema multipolar.

 

Por fim, a articulação proposta por Hawkins (2026) estabelece uma correlação dialética entre o Chinamaxxing ocidental e as narrativas internas da internet chinesa. A autora demonstra como as redes sociais converteram a fricção geopolítica em uma guerra estética de espelhos: por um lado, uma parte da Geração Z ocidental romantiza o cotidiano Chinês através de filtros de harmonia e autocuidado; de outro, usuários chineses viralizam o colapso social e decadência de alguns aspectos dos Estados Unidos (com vídeos de moradores de rua e usuários de drogas, por exemplo). Essa dinâmica nos mostra que as tendências de comportamento contemporâneas funcionam como subprodutos de um tensionamento sistêmico, onde a cultura pop é transformada em um campo de batalha ideológica.

 

É importante destacar que o problema não está no genuíno interesse ocidental em conhecer novas culturas. As próprias pessoas autoras deste artigo são brasileiras. O problema reside em fetichizar culturas, apagar suas diferenças internas, apropriar-se indevidamente de seus símbolos e práticas e banalizar o estudo de civilizações milenares. Apreciar chilli oil, bao ou bubble tea e praticar Tai Chi Chuan ou Acupuntura pode ser uma simples incursão em sabores e práticas novas ou, idealmente, uma experiência acompanhada de compreensão dos elementos culturais que carregam. O que se denuncia, porém, é a utilização vazia da estética do leste asiático em geral e da chinesa em particular para gerar engajamento, monetizar e passar a impressão de pessoa globalizada e desconstruída, sem nenhum conhecimento mais profundo do significado dessas práticas ao longo da história da humanidade. E se esse comportamento já é nefasto nas redes sociais, quando praticado por acadêmicos e supostos especialistas, ele se torna inadmissível.

 

Referências

Christiane dos Santos Luciano é assistente social, graduada e mestre em Serviço Social e doutoranda no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina. Cursando especialização em China contemporânea pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Membro do Instituto de Estudos e Cooperação UFSC/China - ICHIN.

 

Brigida Mei Lin Bertuola é pesquisadora e membro do grupo GECHINA da UnB. Bacharel em Comércio Exterior pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Cursando especialização em China Contemporânea pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

 

BACHULSKA, Alicja. Chinamaxxing: Beijing’s new source of soft power. European Council on Foreign Relations, 2026. Disponível em: https://ecfr.eu/article/chinamaxxing-beijings-new-source-of-soft-power/.

 

BBC. Chinamaxxing: The viral trend about ‘being Chinese’. 2026. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=EMNj5Q-4Gsg&list=WL&index=11.

 

CHANG, Ning. Everyone wants to ‘be Chinese,’ but nobody wants to be Chinese. Shado Magazine, [S. l.], 15 abr. 2026. Disponível em: https://shado-mag.com/articles/opinion/everyone-wants-to-be-chinese-but-nobody-wants-to-be-chinese/.

 

CHIVVIS, Christopher; WERTHEIM, Stephen; SCHMITTER-EMERSON, Liana. What Americans Think About American Power Today. 2026. Disponível em: https://carnegieendowment.org/research/2026/01/what-americans-think-about-american-power-today.

 

ESCOBAR, Pepe. 21: O século da Ásia. São Paulo: Iluminuras, 1997. 384 p.

 

GRAMSCI, Antonio. Selections from the Prision Notebooks. Nova Iorque: International Publishers; Londres: Lawrence & Wishart, 1992. 483 p. 

 

HAWKINS, Amy. The kill line v Chinamaxxing: a window into how China and the US see each other. The Guardian, 2026. Disponível em: https://www.theguardian.com/world/ng-interactive/2026/mar/13/chinamaxxing-social-media-trend-gen-z-china-us.

 

KENJI, Rodrigo. K-POP: Como a Coreia do Sul esconde seus massacres?. 2024a. 1 vídeo (30min23s). Publicado pelo canal Normose. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=pK-EYC6-jX0.

 

KENJI, Rodrigo. Como o JAPÃO esconde seu passado sombrio? - Paradoxo KAWAII e fofura política!. 2024b. 1 vídeo (39min39s). Publicado pelo canal Normose. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=7qrEs5n9WlU.

 

KHANNA, Parag. The Future Is Asian: Commerce, Conflict, and Culture in the 21st Century. Nova Iorque: Simon & Schuster, 2019. 448 p.

 

MADRIDEJOS, Mateo. El siglo de Asia: El desafío de China a EE UU. Aguadulce: Círculo Rojo, 2021. 420 p. 

 

SAID, Edward Wadie. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia de Bolso, 2007. 528 p.

 

THE ECONOMIST. China’s growing global fan club. 2025. Disponível em: https://archive.ph/P4pxk#selection-1297.15-1297.24.

 

XINHUA. Chinese foreign ministry comments on online buzzword "Becoming Chinese". 2026. Disponível em: https://english.news.cn/20260206/81ba858f9df7424191742b6618607a8e/c.html

 

XU, Juna. Everyone's entering their "Chinese era", and as a Chinese woman, I have thoughts. 2026. Disponível em: : https://www.mamamia.com.au/chinese-era-trend-tiktok-opinion/.

 

ZHUANG, Yan. The Internet Is Embracing Chinese Traditions, and Influencers Welcome Them All. 2026. Disponível em: https://www.nytimes.com/2026/02/11/style/chinese-meme-social-media.html.

3 comentários:

  1. Muito interessante esse texto. Precisamos de mais reflexões acadêmicas sérias sobre como o soft power caminha, especialmente em tempos de redes sociais. Na sua opinião, o trabalho em sala de aula (seja universitária ou não) mais consistente de temas de história da Ásia em geral , poderia servir de contraponto para esse "fetichismo de mercadoria" sob nova roupagem algorítmica, ou ainda operamos de um ponto de vista por demasiado orientalista?
    Obrigada!
    Janaina de Paula do Espírito Santo.

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  2. Olá, Janaina, obrigada por sua contribuição!
    Eu não sou professora (ainda) e desconheço o atual status do ensino de História da Ásia na educação básica, sei que no ensino superior, pelo menos na UFSC, onde estou, a situação é ainda muito defasada.
    Mas me arriscaria a dizer que, se por um lado o fomento de estudos sobre a Ásia em todos os níveis e modalidades de ensino seria uma contribuição potencialmente positiva ao combate ao Orientalismo, por outro lado creio que depende muito da perspectiva teórica adotada pelas/os discentes. E digo isso porque como tentamos demonstrar em nosso texto, é possível se interessar pelos estudos asiáticos sem nenhum tipo de reflexão crítica acerca das relações de raça/racismo, colonialidade, imperialismo, etc e seguir reproduzindo estereótipos (o famigerado "desserviço").
    E pensando nisso, se na educação superior os estudos críticos sobre Ásia ainda estão muito aquém do necessário, e é esse o espaço que forma professoras/es para a educação básica e para renovar os quadros da própria educação superior, então acabamos presas em uma espécie de círculo vicioso. Porém cabe às novas gerações lutarem por transformar essa realidade e nisso tenho esperanças.
    E o que você pensa a respeito disso tudo?
    Um prazer dialogar contigo.
    Abraços,
    Chris.

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  3. Acredito, como você disse, que é um trabalho para as novas gerações. Tenho percebido, já que minha área é prática de ensino que a leitura decolonial contribui para que o olhar do estudante seja mais dimensionando, mas como você apontou, muito se precisa avançar na reflexão crítica acerca das relações de raça/racismo, colonialidade, imperialismo. Isso em todos os níveis de ensino. Obrigada pela sua resposta! Abraços!

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