Na
primeira metade do século passado, havia a ideia de que a religião seria
substituída por outras formas de conhecimento, visto que, a ciência e a
tecnologia caminham a passos largos e o pensamento racional ganha força.
Todavia, o avanço científico trouxe consigo a falta de certezas para a
existência humana, provocando uma contradição, ou seja, o surgimento de
movimentos expressivos de contrassecularização, conforme afirmou Peter Berger:
“Ainda
que a expressão “teoria da secularização” se refira a trabalhos dos anos 1950 e
60, a ideia central da teoria pode ser encontrada no Iluminismo. A ideia é
simples: a modernização leva necessariamente a um declínio da religião, tanto
na sociedade como na mentalidade das pessoas. E é justamente essa ideia central
que se mostrou estar errada. Com certeza, a modernização teve alguns efeitos
secularizantes, em alguns lugares mais do que em outros. Mas ela também
provocou o surgimento de poderosos movimentos de contra secularização” [Berger,
2000, p. 2].
Ou
seja, em momentos de desenvolvimento da ciência, a maior parte da humanidade
passa por situações de exclusão e incerteza e isso faz com que muitas pessoas
voltem seus olhos para a religião, como um mecanismo de alento social. E neste
momento de reflexão, vamos falar um pouco do islã, começando por desmistificar
o estereótipo de que todo árabe que é muçulmano, lembrando que, atualmente, o
país com maior número de adeptos dessa religião se encontra na Indonésia,
seguido por Paquistão, Índia, Bangladesh e Irã, respectivamente. Ademais,
conforme consta no mapa a seguir, podemos constatar a expressiva presença do
islamismo no continente africano e no Oriente Médio, com ramificações na
Europa. Entretanto, vemos por meio do mapa abaixo que o islamismo não possui
grande alcance no continente americano, apresentando poucos focos nos Estados
Unidos. A Oceania também se destaca por não mostrar a uma presença muçulmana
efetiva em seu território.
Disponível em:
https://www.martureo.com.br/12-dados-e-imagens-surpreendentes-sobre-o-panorama-religioso-global/
[acesso: 14 jul. 2025]
Ao
pensarmos no conservadorismo religioso, de vertente islâmica, não há como não
citar o exemplo iraniano, pois o movimento revolucionário de 1979 trouxe fim ao
Estado laico e modernizador, que era incentivado pelo governo estadunidense,
trazendo ao poder o regime dos aiatolás, com o amparo dos jovens daquele
momento:
“A
juventude que cresceu num Estado islâmico, no qual o governo optou por adotar
medidas pró-ocidente, começou a questionar o status quo, sendo que, no caso do Irã, os jovens passaram a erguer
a bandeira da Revolução Islâmica e do Estado confessional, ou seja, o
radicalismo visa um retorno às origens do islã, nos referenciais políticos,
morais, religiosos e sociais” [Monteiro, 2019, p. 164].
Em
outras palavras, é perceptível aqui um movimento contra a modernidade que
contou com o apoio de uma juventude que se via excluída dos postos de decisão e
que não era representada num governo alinhado aos interesses estadunidenses.
O que havia de
mais moderno no passado?
A
contrassecularização é um movimento contra valores da modernidade que pregam um
comportamento tido como imoral por parte de segmentos mais conservadores de
determinada religião, como ocorre no islamismo e no cristianismo de vertente
mais reacionária. Pelo viés cristão, temos dois movimentos distintos, o
integrismo e o fundamentalismo: “O ‘integrismo’ é um movimento conservador
surgido na Igreja Católica, entre o fim do século XIX e início do XX. Prega o
apego aos dogmas, poder temporal do papa [...]” [In: Monteiro, 2019, p. 163].
Enquanto
o catolicismo reforça a imagem do papa e o valor de ideias inquestionáveis, os
protestantes seguem uma lógica mais moralista. De acordo com Antônio Flávio
Pierucci, o fundamentalismo foi um termo inventado pelo reverendo batista
Curtis Lee Laws, em 1920. Um nome que foi honrosamente assumido por seus
colegas batistas e presbiterianos como algo que denotava empenho em ir à luta
“pelos pontos fundamentais da fé” [Monteiro, 2019, p. 164]. Todavia, nos dias
atuais, o fundamentalismo está associado a atos terroristas, executados por uma
minoria que interpreta as regras do islamismo de forma radical. A secularização
era um movimento previsto no século XIX, porém, com o passar do tempo, o
contexto de exploração de uma classe sobre outra fez com que essa previsão não
se confirmasse:
Desde
o século XIX, muitos pensadores formularam a tese de que, com o avanço da
modernidade e da ciência, a religião perderia importância na sociedade. Como
vários outros autores, Marx, Durkheim e Weber, de diferentes formas, tiveram
essa percepção. Tal tese ficou conhecida como “teoria da secularização”, mas
que hoje é alvo de muitas críticas [Magalhães, s.d., p. 99].
Cada
obra é fruto de seu tempo e Berger nos fala que o objetivo de sua pesquisa está
em entender o fundamentalismo, mas para quem esse estudo é direcionado? Como
resposta, os Acadêmicos Estadunidenses, ou seja, o conhecimento não é neutro,
então podemos pensar nele como forma de compreensão de como agem determinadas
vertentes religiosas conservadoras e pensar em mecanismos de dominação, se
pensarmos no modelo de imperialismo estadunidense, isto é, conhecer para
dominar. Berger também ilustra o choque de forças secularizantes e de
dessecularização, mostrando que, o ser humano possui necessidade de respostas
para suas inquietações e que, não é apenas numa religião em que ele pode buscar
amparo:
“Eu
diria que essa interação de forças secularizantes e contra-secularizantes é um
dos temas mais importantes para uma sociologia da religião contemporânea, mas
um tema amplo demais para ser debatido aqui. Faço apenas uma observação: a
modernidade, por razões muito compreensíveis, solapa todas as velhas certezas;
a incerteza é uma condição que muitas pessoas têm grande dificuldade em
assumir; assim, qualquer movimento [não apenas religioso] que promete assegurar
ou renovar a certeza tem um apelo seguro” [Berger, 2000, p. 5].
Contudo,
vamos focar o pensamento no apelo religioso e no caso iraniano.
O que há de
mais antigo na modernidade?
Podemos
entender o fenômeno da dessecularização pelo contexto em que a maior parte dos
seres humanos vive sob a exploração de uma minoria que usufrui de todos os
recursos possíveis e se enriquecem cada vez mais, tornando necessário aos menos
favorecidos socialmente buscarem por iniciativas de alento popular, como
acontece com a religião, lembrando que, o interesse das ciências sociais ou
humanas é analisá-las como fenômenos coletivos e não julgar se ela é verdadeira
ou falsa:
“[...] os cientistas sociais não estão
preocupados em avaliar se as religiosidades afetam as relações sociais,
tendendo a explicar sua demanda em termos sociais e coletivos, ao invés de
fatores individuais, psicológicos ou sobrenaturais” [Magalhães, s.d., p. 97].
Além
disso, é possível entender as religiões como fenômenos de congraçamento social,
na medida em que formam rituais específicos, formação de uma linguagem que une
seus adeptos e uma identidade coletiva. Essa característica de união coletiva
chama a atenção dos estudos durkheimianos: “Durkheim valorizava muito em sua
análise o caráter de comunhão coletiva que a religião possui, uma vez que os
ritos e demais atividades cerimoniais reforçariam nossa natureza social”
[Magalhães, s.d., p. 98].
Peter
Berger nos apresenta uma forma possível de um povo ou comunidade de resistir à
secularização e ela consiste numa espécie de isolamento em que um grupo ou mais
deixa sua cultura religiosa fechada entre os membros praticantes, a fim de
evitar a influência externa: “A outra maneira possível de provocar a rejeição a
ideias e valores modernos na vida dos indivíduos é criar subculturas religiosas
destinadas a evitar as influências da sociedade circundante” [Berger, 2000, p.
3].
Este
autor também fala do contexto de dominação estrangeira de uma cultura sobre
outra e que, nesse tipo de situação, é importante existir uma religião que se
posicione contra a modernidade, como forma de resistência: “Tenta-se dominar
uma sociedade como um todo e torna-se obrigatória para todos uma religião
contra-moderna” [Berger, 2000, p. 2-3].
Ao
pensarmos na citação anterior vem logo à mente como exemplo imediato o Irã.
Entretanto, devemos destacar que é contraditória a existência de uma religião
contra a modernidade, como a do Irã, cujo país se enriquece por meio do
fornecimento de petróleo aos países ocidentais que prosperam no consumismo
exacerbado, propiciado pela produção que se baseia em fontes energéticas de
origem petrolífera e na desvalorização de saberes ancestrais e tradicionais.
Contudo, as relações internacionais são marcadas por este tipo de incoerência e
é impossível uma nação estar 100% desvinculada a outras, tendo em vista o mundo
globalizado e interligado no qual estamos inseridos.
O Irã está cercado
por base dos EUA, localizadas estrategicamente em países vizinhos do Oriente Médio
Disponível em:
https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/06/22/apos-ataques-tropas-dos-eua-no-oriente-medio-ficam-na-linha-de-fogo-de-retaliacao-do-ira-veja-mapa.ghtml
[acesso: 14 jul. 2025]
Apesar
da postura do governo iraniano ser contraditória, ao observarmos o mapa anterior,
veremos que o país persa se encontra cercado por bases militares
estadunidenses, o que torna o discurso contra a modernidade e as potências
ocidentais, proferido pelos aiatolás, como justificável, lembrando que essas
potências querem acesso estratégico para as áreas petrolíferas e isso não
necessariamente será revertido em benefício ao povo iraniano. Essa imagem foi produzida após o presidente
Donald Trump ordenar o ataque às instalações nucleares iranianas, posicionando-se
a favor de Israel no conflito contra o país persa, em 2025. Essa imagem também
ilustra o poder bélico do Irã para combater possíveis ataques dos Estados
Unidos, mostrando que o discurso religioso também está atrelado ao
desenvolvimento armamentista, a fim de proteger suas fronteiras contra a
influência cultural externa.
Qual o Futuro?
Ao
nos voltarmos aos estudos de Pierucci, podemos ver que ele se baseia em Max
Weber, para mostrar o fundamento de um governo teocrático entre os povos
islâmicos, como o Irã, lembrando que Maomé, o criador do islã, foi um líder
religioso e chefe político [Monteiro, 2019, p. 164], ou seja, a intenção de
separar Estado de religião é uma construção do ocidente.
Depois
de vermos o mapa em que o Irã está literalmente cercado por bases
norte-americanas, é possível pensar na necessidade de retorno às tradições
islâmicas e de combate ao ideário difundido pelas nações ocidentais. A partir
disso, vemos na antiga Pérsia um exemplo bem didático, em que, por meio da
Revolução Iraniana de 1979, o governo do Xá da Pérsia, visto como laico e
modernizador, sendo aliado dos Estados Unidos, é deposto pelo regime de caráter
teocrático que elevou ao poder o aiatolá Khomeini [Pierucci, 2000 apud
Monteiro, 2019, p. 163].
Como
um possível futuro, podemos prever um recrudescimento dos conflitos
diplomáticos, entre Irã e Israel, em que os Estados Unidos estarão a favor do
único país que não possui maioria muçulmana no Oriente Médio. Contudo, a gestão
Trump não deve se esquecer de que o governo dos aiatolás possui como aliados
estratégicos a China e Rússia, importantes consumidores mundiais e são Estados
com grande poder bélico e que, na geopolítica do poder, a força das armas,
assim como a economia ditam as regras no âmbito internacional. Ademais, durante o fogo cruzado entre os
povos israelense e iraniano e norte-americano, podemos ver uma tentativa de
controle de narrativa, em que os dirigentes dos países envolvidos buscaram
legitimar o fim do conflito armado como vencedores. Todavia, num distanciamento
de olhar, constatamos que não houve vencedores e sim um impasse longe de ser
resolvido e que o Irã, diferentemente da Faixa de Gaza, possui estrutura
militar para contra-atacar com velocidade, seja o Estado judeu, seja o norte-americano
que está com instalações militares estrategicamente rodeando o país persa.
Como diria o dramaturgo da
antiga Grécia, Ésquilo: “A
primeira vítima da guerra é a verdade”. E como podemos notar no ano de 2026, a guerra
entre Estados Unidos da América, Estado de Israel e Irã, está longe de uma
solução diplomática. Ademais, podemos ver, novamente, o choque de narrativas
por ambos os lados, mostrando suas justificativas para a existência daquele
conflito bélico, existindo, inclusive, a desinformação como arma de guerra.
Logo após o início do conflito, o governo iraniano produziu uma animação, no
estilo dos brinquedos da marca Lego, a fim de mostrar o bombardeio de uma
escola para alunas islâmicas e que, após a morte de 175 pessoas, sendo a maior parte
delas crianças, houve a comoção para o Irã entrar na guerra.
Imagem presente no curta-metragem que mostra a
representação de um militar iraniano segurando a mochila, pertencente a uma
menina morta no bombardeio organizado pelos E.U.A. Esse bombardeio atingiu uma
escola em Minab, no sul do Irã, no dia 28 de fevereiro
de 2026. Na cena a seguir, as lágrimas do militar são substituídas pela
expressão de ódio. Imagens: Reprodução/Revayat-e Fath. A animação se encontra
disponível em: https://www.instagram.com/reels/DVuEy6fgqhP/ [acesso:
17 mai. 2026]
Outro
ponto importante, tanto Israel quanto Irã são as maiores potências militares
presentes no Oriente Médio e um conflito em longo prazo não trará benefícios a
ambos os lados. Além disso, o conflito armado ou a ameaça de bombardeios, seja
por mísseis, seja por drones (aeronaves não tripuladas) eleva o preço dos
barris de petróleo, acarretando em aumento no preço de combustíveis que já
estão sendo repassados na cadeia produtiva até atingir o consumidor final. Em
outras palavras, num mundo globalizado como o nosso, não importa em qual
distância ocorre um conflito armado, suas consequências podem ser sentidas em
diferentes partes do globo terrestre, num contexto em que a razão muitas vezes
é substituída pelo autoritarismo, torna-se necessário observar com cuidado as
ações dessas potências militares. Ademais, a interferência direta dos Estados
Unidos em bombardeios de instalações iranianas já serve como um motivador para
que os líderes religiosos muçulmanos daquele país reforcem seu discurso contra
o ocidente, reforçando seu movimento atual de dessecularização.
Referências
Luciano
Araújo Monteiro é Graduado em História pela UNIFESP, Mestre em História pela
mesma Universidade. Especialista em Gestão Pública pela UNIFESP. Especialista
em Sociedade, Linguagem e Relações-Internacionais, pelo CEFET-RJ. É servidor
público municipal pela prefeitura de São Paulo.
Contato:
lucianoaraujomonteiro@yahoo.com.br
BERGER,
Peter. A dessecularização do mundo: uma visão global. Religião e Sociedade, Rio
de Janeiro, 2000.
MAGALHÃES,
Alexander. O que é Religião? Conceitos e Categorias Fundamentais do Ensino de
Antropologia. s.d. p. 97-103.
MONTEIRO,
Luciano Araujo. As facetas do fundamentalismo e a relação comercial oriente
(muçulmano) e ocidente. BUENO, André; ESTACHESKI, Dulceli; CREMA, Everton;
NETO, José Maria de Sousa (Org.) Oriente Médio Conectado. Rio de Janeiro:
Edições Especiais Sobre Ontens, 2019. p. 163-171.
Disponível
em: https://drive.google.com/file/d/1xQWLHL7N0-y6-HsWIG7WS4eMLLJyT2Ks/view
(acesso: 30 mar. 2025)
PIERUCCI,
Antônio Flávio. Fundamentalismo e Integrismo: os nomes e a coisa. In: Ciladas
da Diferença. São Paulo: Editora 34, 2000.



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ResponderExcluirOlá, Luciano! Desde já agradeço pela sua comunicação. Ao ler seu texto, alguns apontamentos me vieram à mente e gostaria de compartilhá-los com você. O primeiro é sobre essa relação complexa entre tradição e modernidade nos contextos de países de maioria muçulmana, que também é um questão cara a minha pesquisa sobre Marrocos. Para essa análise eu uso o conceito de "turath" proposto por Mohammed Abed Al-Jabri, que defende uma relação mais entremeada e menos dialética desses dois conceitos, tradição e modernidade. O segundo ponto é um dúvida sobre as fontes que você utiliza na sua pesquisa e de que forma elas explicitam essa relação complexa entre secularização e dessecularização da sociedade iraniana pós-revolução.
ResponderExcluirComentário: Fernanda Gabrielly Terra Moura
Olá, Fernanda. fico feliz que tenha gostado do meu texto. As fontes que eu utilizo ilustram de forma opositiva a questão da modernidade e tradição. Um exemplo didático é a análise de Peter Berger, que busca levar para o meio acadêmico norte-americano o entendimento sobre a sociedade iraniana. Não digo que ele tenha tido a intenção que vou expressar agora, mas seus estudos poderiam perfeitamente serem usados para se pensar em formas de dominação estadunidense sobre um povo, com grandes recursos petrolíferos, por meio de uma imposição de uma ideologia que prega na modernidade o sinônimo de desenvolvimento, enquanto a religião seria um símbolo de atraso social. Todavia, a falta de respostas aos dilemas sociais, que o mundo da ciência não consegue alcançar, criaram dispositivos de legitimação de culturas religiosas como a iraniana, por exemplo.
ExcluirParabéns pelo texto, Luciano, é uma leitura instigante por recusar tratar a religião isoladamente e insistir em ancorá-la nas condições materiais e geopolíticas, e o enquadramento pela dessecularização do Berger dá uma boa espinha ao argumento. Fiquei pensando num ponto que talvez renda: a República Islâmica se apresenta como “retorno às origens”, mas o próprio arranjo de poder que ela institui é, em vários sentidos, profundamente moderno — um Estado revolucionário que mobiliza o idioma religioso. Você vê espaço para ler esse “retorno à tradição” menos como reação à modernidade e mais como uma construção moderna em si, que produz a tradição que diz apenas resgatar? Seria uma forma de escapar ao par tradição/modernidade sem perder de vista a força mobilizadora do discurso religioso.
ResponderExcluirAlinie Nascimento
Olá, Alinie. Fico contente que tenha gostado do meu texto. O que eu penso é que, na geopolítica do poder, os discursos e atos realizados por governos no âmbito internacional, muitas vezes são contraditórios. Por exemplo, o Irã se apega ao discurso de retorno às tradições frente á modernidade, porém, ele é um exportador de petróleo para o Ocidente, ou seja, para manter a economia iraniana, o país persa alimenta o modo de produção capitalista, baseado em combustíveis fósseis. Além disso, esse retorno ás tradições se vale dos meios de comunicação de massa produzidos pela modernidade, como a televisão e internet. Obrigado pela pergunta. Att. Luciano Araujo Monteiro
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