A reflexão sobre a história recente da região da Palestina exige a discussão em detalhe da baliza que representou a Primeira Guerra Mundial e seus legados. Depostas as armas, a história da formação do Oriente Médio contemporâneo atesta que os tinteiros funcionam tão bem quanto. A assinatura do Acordo Sykes-Picot (1916) entre britânicos e franceses cristalizou a divisão da região entre as duas principais potências europeias da época, pulverizando a soberania territorial otomana – uma espécie de Conferência de Berlim sudoeste-asiática, debatida de forma privada às quatro paredes. Esse Acordo é ainda referido como a primeira “traição” britânica, à medida que sua assinatura também invalidou o que havia sido acordado com os líderes da Primeira Revolta Árabe de 1916-18 (SICKER, 2001, p.5-40).
O teor das discussões no Gabinete de Guerra de Churchill sobre a divisão da região do Levante – aqui entendido na definição de Mario Liverani (2006), que a delimita entre o Vale ʿAmūq e o canal Wadi al-Arish – é resgatado na obra de David Fromkin (1990) e de Michael D. Berdine (2016). Enquanto os franceses argumentavam que a França tinha um “direito hereditário à Síria e à Palestina porque havia sido a terra das Cruzadas” (DE CAIX apud BERDINE, 2016, p.70, tradução livre), representantes da coroa britânica como Lloyd George diziam que seria um “ultraje deixar o lugar mais sagrado do cristianismo na Palestina na mão da ‘França Agnóstica e Ateísta’” (FROMKIN, 1990, p.270, tradução livre).
Como sócios majoritários do imperialismo europeu à época, a “mão” inglesa prevaleceu e a Inglaterra conquistou o controle da Palestina histórica (MASALHA, 2021, p.26-27). E apesar do fim da diplomacia secreta ser o primeiro dos quatorze pontos do presidente estadunidense Woodrow Wilson ao fim da Grande Guerra, ratificados pelo Tratado de Versalhes (RODRIGUES, 1988, p.57-64), a divisão da região entre zonas de influência britânica e francesa não foram revistas.
Não só a arbitrária divisão territorial proposta pelos signatários europeus sem a anuência de líderes ou representantes da região não foi desfeita, como também tomará novos contornos com a fundação da Liga das Nações. Rosa Luxemburgo, ao analisar a acumulação de capital em sua dimensão mundial, argumenta que o capitalismo depende estruturalmente de sua expansão sobre formas de produção não-capitalistas – economias camponesas, comunais, de subsistência – das quais extrai meios de produção e força de trabalho pela via da violência extraeconômica (LUXEMBURGO, 1913). Se trata de “um vínculo indissolúvel entre a violência e a acumulação capitalista que em termos gerais se manifesta desde a formação do capitalismo até o período contemporâneo” (MARIUTTI, 2019, p.14). A partilha do Levante dá continuidade ao processo de integração violenta à esfera de valorização do capital britânico, iniciado na era Tanzimat (BIRDAL, 2010) sob um arcabouço discursivo do progresso civilizacional.
A Primeira Guerra Mundial, palco de conflitos comumente associados às disputas inter-imperialistas pelas colônias, teve na fundação da Liga uma de suas principais sínteses: sob uma roupagem de “formação” de uma comunidade internacional sanitizada e transparente, a Liga resultou em uma internacionalização da política colonial (NELE, 2005, p.52). O Artigo 22 do Pacto da Liga, que instituiu o sistema de mandatos, aplicava-se a territórios de nações derrotadas sob o pretexto de que suas populações “ainda não têm condições de levantar por si próprias sob as condições extenuantes do mundo moderno” (LEAGUE OF NATIONS, 1922, tradução livre) – uma retórica de tutela que reedita, com vocabulário renovado, a missão civilizatória europeia.
Essa internacionalização se traduziu em um novo aparato institucional que “exigia” ou coagia esses impérios a estarem constantemente falando sobre suas próprias colônias. A tese da historiadora Susan Pedersen (2015) é de que não é que a Liga das Nações tenha forçado as potências europeias a governarem os mandatos coloniais de forma diferente, mas os forçou a dizer que governavam de forma diferente. O aparato da Liga criou uma obrigação permanente de justificação pública – relatórios anuais, comissões de inquérito, pressão de atores que Pedersen descreve como estando “esperando do lado de fora da porta” (PEDERSEN, 2015, p.4) em Genebra: jornalistas, advogados, militantes de movimentos anticoloniais e de direitos humanos. Essa pressão também se dava “do lado de dentro da porta”, quando representantes de impérios rivais questionavam-se mutuamente em um exercício de “cinismo imperial” (PAIVA, 2024) – impérios europeus trocando queixas sobre práticas coloniais alheias, em uma tentativa coletiva de eximir-se da própria responsabilidade diante da comunidade internacional. Como “o Diabo citando a Bíblia quando lhe convém” (PAIVA, 2024, p.17).
Portanto, tratava-se não de um freio à violência colonial, mas um gerenciamento discursivo. Esse gerenciamento encobre o processo de expropriação material descrito por Luxemburgo. O Mandato da Palestina permitia à Grã-Bretanha apresentar-se, perante Genebra, como uma potência mandatária que tutelava populações “ainda não preparadas” para o autogoverno; destacando o caráter pedagógico da presença imperialista no Levante. Enquanto isso viabilizava transferência sistemática de terra, substituição demográfica e abria caminhos para o projeto de colonização sionista.
Essa especificidade ficou explícita já na Conferência de São Remo (1919), quando a Grã-Bretanha pleiteou a incorporação da Declaração Balfour – termo de compromisso assinado em 1917 com Lorde Rothschild, representante da Federação Sionista, sobre o apoio britânico ao estabelecimento de um “lar nacional para o povo judeu” na Palestina – aos dispositivos jurídicos do próprio Mandato (SHAW, 2016, p.299). Tratava-se de uma política britânica unilateral, não de uma diretriz da Liga, e sua indexação ao Mandato deu à Palestina uma especificidade em relação aos demais territórios sob tutela britânica e francesa.
A primeira década do Mandato consolidou as clivagens entre judeus sionistas e árabes palestinos, erigidas com participação ativa britânica. Enquanto os judeus eram reconhecidos como “minoria” pela Liga das Nações, os árabes palestinos, vítimas diretas da ocupação colonial, não recebiam reconhecimento equivalente de seu estar-aqui por parte das autoridades imperiais nem da própria Liga. Nur Masalha demonstra que essa invisibilização também era produzida deliberadamente pelas próprias lideranças sionistas: evitar qualquer menção pública à “questão árabe” foi diretriz do principal partido que liderava o Yishuv (assentamentos judaicos pré-1948) ao longo da década de 1920 (MASALHA, 2021, p.30). O cálculo subjacente era simples – retirando os árabes palestinos da equação argumentativa, abria-se caminho para uma “solução” (expulsão ou “transferência”) sem qualquer diálogo com eles.
E a administração britânica usava-se deste desequilíbrio. Criou órgãos como o Supremo Conselho Muçulmano, mas trabalhou consistentemente pela reforma da Lei de Terras otomana (YAZBAK, 2000, p.94-97), cuja expressão mais significativa foi a transformação jurídica de agricultores palestinos em arrendatários – mecanismo que facilitou sua expropriação sistemática (PAPPÉ, 2025, p.32). Em argumentação reveladora, David Ben-Gurion indagava em carta a outra liderança sionista: “que árabe não pode fazer as contas e entender que a imigração em média de 60 mil por ano significa um Estado judeu em toda a Palestina?” (BEN-GURION apud MASALHA, 2021, p.32).
De fato, Ben-Gurion estava certo. O alavancamento proporcional da presença judaica, somado à transferência de propriedades de terra e a uma política deliberada de substituição de mão de obra árabe palestina pela imigrante judaica, produziu uma desconfiguração estrutural da composição demográfica e econômica do Mandato. O aumento de impostos fundiários e o recrudescimento de métodos de extorsão por oficiais britânicos e famílias árabes fundiárias forçaram famílias camponesas a vender suas terras a proprietários judeus imigrantes ou a classes árabes abastadas, alimentando ondas migratórias do campo para centros urbanos como Haifa e Jaffa.
Em resposta à combinação desses fatores, sublevações periódicas eram testemunhadas. Os protestos al-Buraq em 1929 (YAZBAK, 2000, p.104), os protestos de 1933 (HATUKA, 2008) e o “Incidente do Cimento” nos portos de Jaffa em 1935 (MORRIS, 2001, p.126-127). Nenhuma delas, contudo, aproxima-se do que significou a Revolta Árabe de 1936-1939. Comumente dividida em duas fases: uma de insurreição armada iniciada por uma greve geral de seis meses a partir de abril de 1936, fundadora também do Arab Higher Committee – organização que buscou unificar as reivindicações palestinas; e uma segunda fase, iniciada ao final de 1937, que se manteve até as vésperas da Segunda Guerra Mundial. Trata-se do mais duro desafio enfrentado pelos colonialismos britânico e sionista durante todo o período do Mandato – um momento em que a contradição entre o discurso de tutela colonial e a realidade da expropriação encontraram um ponto irremediável.
O contexto de crise ameaçava romper o equilíbrio narrativo que sustentava o Mandato perante Genebra. Na Palestina, o movimento foi duramente reprimido pelas forças britânicas. Porém, para além da repressão da contra-insurgência no Mandato, a resposta também se deu através de dispositivos institucionais da Liga das Nações, com as Comissões de Inquérito.
A Comissão Peel foi montada seis meses após a deflagração da Revolta, em outubro de 1936, e propôs o primeiro plano de partilha do território do Mandato entre árabes, judeus e uma área sob administração britânica internacional. Em 1938, a Comissão Woodhead foi criada para detalhar a execução do Plano Peel, mas terminou por rejeitá-lo, sugerindo três propostas alternativas de revisão. Em 17 de maio de 1939, foi publicado o Livro Branco britânico, assinado pelo Secretário de Estado para as Colônias Malcolm MacDonald, que apresenta um plano de intervenção que é aprovado pela Câmara dos Comuns por 268 votos a 179 (COHEN, 1973). O próprio ritmo dessas comissões – cada uma revisando, contestando ou substituindo a anterior – ilustra o que estava em jogo, o objetivo não era bem encontrar uma solução definitiva, mas produzir continuamente a aparência de que uma solução estava sendo encontrada.
A Revolta Árabe de 1936-39 ocupa lugar central tanto na historiografia nacionalista palestina quanto na israelense, configurando-se como “um dos momentos decisivos da história do país antes de 1948” que, para ambos os lados, “desempenha um papel na construção de suas identidades nacionais” (YAZBAK, 2000, p.94, tradução livre). Tratou-se de um período imerso em um “senso de urgência, uma consciência de que o próprio solo da Palestina estava prestes a mudar o seu caráter” (KHALIDI, 1981, p.65, tradução livre). Na historiografia nacionalista palestina, a Revolta foi por vezes caracterizada como uma admirável tentativa de sublevação fadada ao fracasso desde o princípio (DOUMANI, 1992, p.11-13) – leitura que evoca o que Enzo Traverso chamou de “melancolia de esquerda”: a lembrança de um futuro possível, porém inexorável, “a história tem a realidade atroz de um pesadelo” (PAZ, 1992, p.43, tradução livre). Já a historiografia nacionalista israelense tendeu a destacar a natureza intrinsecamente violenta da Revolta, privilegiando a análise de ações identificadas como terroristas nos centros urbanos, e a lê-la como período de consolidação de importantes atores da vida política da região (KANAFANI, 2024, p.25).
Apesar de os eventos da Revolta serem comumente eclipsados pelo impacto da Nakba (النَّكْبَة) de 1948, o tema tem sido revisitado por uma historiografia recente, que pode ser organizada em torno de três eixos principais: 1) a contrainsurgência britânica na repressão da Revolta (HUGHES, 2010; KELLY, 2015; NORRIS, 2008; SHAMIR, 2000; WINDER, 2020); 2) a aliança entre o sionismo e o Império britânico na construção do quadro que leva à eclosão da Revolta (EL-EINI, 2004; FOSTER, 2011; KHALIDI, 2024, 2006; SINANOGLOU, 2020); e 3) o papel da Revolta na construção de uma malha social palestina paralela às estruturas britânicas (ANDERSON, 2017, 2019, 2021; BANKO; MAZZA; WAGNER, 2019; KABHA, 2011; WINDER, 2020).
Os trabalhos citados representam uma importante contribuição para os estudos sobre o Mandato britânico da Palestina em geral, e a Revolta Árabe em particular, e o aumento da produção de discussões recentes sobre o tema evidencia que há um esforço atual na historiografia para revisitar a história do imperialismo na Palestina. Assim, esta comunicação se trata de elementos iniciais de uma dissertação que pretende somar aos esforços de análise do colonialismo britânico no Oriente Médio, em geral, e do desenrolar da Revolta Árabe de 1936-39, contribuindo para a disseminação e popularização da discussão no Brasil.
Referências
Maria Francisca Theberge é mestranda em História Social na UFRJ e graduada em História pela UFF.
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Maria seu texto está tocando uma temática muito pertinente, não só no nosso cotidiano, mas que tbm atravessa o tempo.
ResponderExcluirO Oriente Médio sempre foi palco de guerras e conquistas e acho muito interessante e curioso essa questão do território da Palestina.
Na sua opinião (a partir das suas pesquisas) você acha que se os países árabes tivessem aceitado a Resolução 181 de Setembro de 1947 sobre a Partilha da Palestina, haveria risco dos Judeus ou Árabes se invadirem mutuamente?
Agradeço mais uma vez pela temática!!!!!
Comentário: José Raimundo Neto
Obrigada pelas palavras e leitura atenta, José Raimundo!
ResponderExcluirSobre a sua pergunta, confesso que é um desafio respondê-la, pois nos leva ao terreno da especulação — algo que costumamos evitar no campo da História. No entanto, sobre as tensões no território da Palestina histórica no contexto da Resolução 181, o historiador Rashid Khalidi nos apresenta elementos interessantes para reflexão.
Em seu livro "The Hundred Years' War on Palestine", recém traduzido para o português pela editora Todavia, dedica o 2º capítulo para tratar dos anos de 1947 e 1948. Posiciona os marcos da Nakba em uma longa esteira de radicalizações de frações milicianas do movimento sionista que, ao fim, conquistaram maior espaço na consolidação de seu projeto colonial. Khalidi também busca posicionar, ainda que brevemente pois não é o foco, os efeitos da aprovação da Partilha para os países árabes vizinhos em suas agendas próprias de autodeterminação. Tensionar criticamente na pesquisa e análise históricas os marcos de tratativas diplomáticas parece ser um caminho interessante, simulando um jogo de "escalas" entre a realidade do papel e a realidade do território.
Apesar da minha pesquisa em andamento tratar de um período anterior à Resolução de 47, pois abordo a Revolta Árabe na década de 1930, acredito que a comunicação aqui realizada também aponta pra um elemento importante para pensar esse contexto. O que quero destacar é que, muito antes de 1947, já existia uma dinâmica de colonização em curso, em um primeiro momento de caráter britânico mas com diretrizes claras de substituição demográfica em benefício do projeto sionista, a despeito da implementação ou não de um plano de Partilha. Sendo assim, o conflito e o avanço sobre o território já eram uma realidade prévia. E, afinal, o que é a colonização senão, uma invasão?
Mais uma vez, obrigada pela troca!
Comentário: Maria Francisca Theberge
Oi, Maria! Obrigada pela comunicação. Eu tenho duas perguntas:
ResponderExcluirA primeira é se você observa, e quais seriam, formas de apropriação do discurso e de práticas imperialistas do início do século XX no território da Palestina por Israel no contexto de genocídio atual.
A segunda é se é possível citar exemplos sobre a forma como a construção da malha social palestina paralela às estruturas imperialistas britânica e sionista foi articulada para a resistência à invasão.
Comentário: Fernanda Gabrielly Terra Moura
Olá, Fernanda. Agradeço pela leitura atenta!
ExcluirEntão, sobre a primeira pergunta eu certamente partilho dessa interpretação. O colonialismo sionista apresenta uma série de continuidades com outras experiências coloniais, não só com o colonialismo britânico na Palestina do início do XX. Isso não é uma particularidade do sionismo, à medida que táticas e práticas coloniais são reproduzidas por outros impérios, à medida que vão sendo aperfeiçoadas. Cito aqui algumas adotadas no contexto atual do genocídio contra o povo palestino: o uso da fome como arma de guerra, controle populacional, suspensão de normais internacionais como o direito à vida, liberdade de expressão/circulação, etc... Nesse sentido, o manual de contrainsurgência adotado pelos britânicos para repressão da Revolta foi replicado em outras experiências anticoloniais do século XX.
Sobre a segunda questão, trabalhos recentes sugerem que em diferentes localidades, os comitês locais de organização da Revolta árabe, devido ao caráter longevo do quadro de crise instaurado, tiveram seus usos políticos, sociais e religiosos expandidos para além da gestão e operacionalização de elementos práticos de organização popular da Revolta. Exemplo, construção de "júris populares" para decidir em comunidade acerca de infrações. Uma espécie de justiça comunal. Para saber mais, sugiro a leitura dessa bibliografia que levantei: ANDERSON, 2017, 2019, 2021; BANKO; MAZZA; WAGNER, 2019; KABHA, 2011; WINDER, 2020.
Comentário: Maria Francisca Soares Theberge
Muito interessante seu texto, Profa. Maria! Muitas pessoas contestam certos discursos pró-Israel afirmando que a violência contra os palestinos não se iniciou como retaliação ao Hamas, pois teria se iniciado em 1948; você mostra, porém, que as violências sionistas se iniciaram ao menos nos anos 20 e 30! Do ponto de vista interpretativo, você tem pensado em adotar quais categorias/conceitos para interpretar a política europeia-sionista no período estudado, mesmo que enquanto hipótese? P.ex., você usa os conceitos "colonialismo" e "imperialismo", e eu encontrei opiniões que classificam o sionismo como um tipo de Orientalismo, gostaria até de sugerir um artigo que encontrei e ainda estou lendo: "FROTA, Hidemberg Alves da. Por uma Criminologia do Sul: o orientalismo na campanha militar do Estado de Israel após o 7 de outubro de 2023. Revista da Defensoria Pública do Distrito Federal, Brasília, vol. 7, n.3, 2025, p. 15-31. Disponível em: https://revista.defensoria.df.gov.br/index.php/revista/article/view/326/379 ." Dialogando com sua pergunta no meu texto, a depender da série e perfil da turma, dá até para iniciar alguma discussão conceitual na escola, eu acho interessante fazer isto interdisciplinarmente com outros colegas, como os de Sociologia e Filosofia, se possível!
ResponderExcluirFabrício Oliveira Soares
Olá, Fabrício. Obrigada pela leitura atenta!
ResponderExcluirEu tenho pensado, até então, a ideia de colonialismo e imperialismo a partir das proposições de Rosa Luxemburgo (trabalhado no texto) e Samir Amin, compreendendo-os a partir da chave da mundialização do valor. Sobre o sionismo como um tipo de Orientalismo, agradeço pela indicação de leitura e vou procurar me aprofundar, pois confesso que não conhecia essa chave.
Sobre trabalhar em sala de aula, tenho total acordo contigo. É um dos pontos que estamos querendo trabalhar na Cartilha que comentei. Abraço!
Comentário: Maria Francisca Soares Theberge