A MISSÃO DIPLOMÁTICA DE AHMAD IBN FADLAN NA OBRA “VIAGEM AO VOLGA” por Luciano José Vianna

  

Introdução

Neste breve texto, apresentamos algumas reflexões sobre a missão diplomática de Amad Ibn Faḍlān presente na obra Viagem ao Volga, com recorte específico para o momento anterior à entrada na chamada “terra dos turcos”. Neste recorte encontramos uma série de informações referentes a diversos temas destacados pelo autor, algumas das quais problematizamos neste texto.

 

Ao ler a narrativa de Faḍlān, afirmamos que se trata de um “viajante extremamente observador”, embora pouco se saiba a respeito desse personagem [Criado, 2023, p. 8-10]. Era o “secretário geral do califa” e “porta-voz do comandante dos fiéis” na realização de uma viagem diplomática [Criado, 2023, p. 8-9] e fazia parte de um grupo de emissários, enviados pelo califa da dinastia abássida, Al-Muqtadir Billāh, destinados ao rei dos eslavos, na verdade, dos búlgaros do Volga [Frankopan, 2019, p. 126]. Em relação à viagem, o rei dos eslavos havia solicitado “apoio para a construção de uma mesquita e de um mimbar, a fim de propagar a fé do Islã e proferir o nome do califa em suas terras, e a construção de um forte, para se proteger dos seus opositores” [Criado, 2023, p. 9].

 

A fonte em questão, portanto, surgiu a partir do deslocamento realizado por Amad Ibn Faḍlān acerca de uma missão diplomática ordenada pelo califa abássida Al-Muqtadir Billāh, após este receber uma carta do rei dos eslavos, no qual este solicitava que lhe fosse enviado:

 

“um emissário que o instruísse na religião e nas leis do Islã, construísse uma mesquita e erigisse um mimbar para proclamar o nome do califa por todo o seu reino, além da construção de um forte para se defender dos reis adversários” [Viagem al Volga, 2023, p. 23].

 

Observamos, portanto, que a composição do relato escrito por Amad Ibn Faḍlān surge a partir de uma viagem diplomática por ordenamento do califa Al-Muqtadir Billāh até a terra dos búlgaros do Volga. Nesse sentido, a riqueza de detalhes presentes na obra compreende-se devido ao ato de deslocar-se de um território para outro, e entre os dois uma série de informações se fazem presentes no cotidiano da viagem, deixando claro que o autor do texto pode ser considerado “um viajante extremamente observador” [Criado, 2023, p. 8]. Devemos destacar também que o relato de Faḍlān ocorreu em meio ao cenário de maturidade da tradição de escrever história no contexto islâmico, com produções de mais amplo escopo e poder de compreensão [Hourani, 1994, p. 71].

 

Chama a atenção a observação de Peter Frankopan em relação às impressões de Faḍlān em sua viagem às terras do norte:

 

“Ibn Fadlān, por sua vez, ficou perplexo, impressionado e horrorizado ao fazer sua viagem ao norte. A vida dos nômades, em constante deslocamento, contrastava muito com a cultura metropolitana urbana, assentada e sofisticada de Bagdá e de outras cidades” [Frankopan, 2019, p. 126].

 

A partir desta afirmação, também podemos destacar a situação cultural de Bagdá, considerada por Fadlān a “Cidade da Paz” [Viagem ao Volga, 2023, p. 25]. A solicitação feita pelo rei dos búlgaros do Volga era ampla e incluía questões de ordem religiosa, material e bélica, uma vez que se direcionava não somente para, por exemplo, construir uma mesquita em seu território, mas também para construir uma fortificação visando a sua defesa contra os ataques adversários. Nesse sentido, observamos que as questões religiosas e bélicas estavam como o centro da visita diplomática realizada por Amad Ibn Faḍlān. Ademais, nesse contexto histórico, em termos de cultura arquitetônica islâmica, a solicitação para se construir uma mesquita, além de ser observada como um aspecto religioso, também pode ser considerada como fazer parte do simbolismo externo islâmico [Hourani, 1994, p. 72].

 

Os relatos de viagem: relatos de aproximação aos “outros”

Em termos de território islâmico, por volta dos séculos VIII e IX, o auge da expansão abrangeu diferentes territórios, como, por exemplo, a Península Ibérica, o norte da África, a Península Arábica, o Levante, as regiões do Irã e do Iraque, até a Índia, Cáucaso e China [Criado, 2023, p. 13]. Mesmo com um cenário territorial tão amplo e vasto, os relatos de viagem apresentam quase sempre um contato fronteiriço entre o conhecido e o desconhecido, principalmente considerando que “As fronteiras são, frequentemente, palcos de encontros culturais” [Burke, 2021, p. 152]. E foi nesse palco que Faḍlān narrou suas experiências em contato com “os outros”, os quais, nesse caso, precisam ser ampliados para além de pessoas ou grupos sociais, mas sim, de forma mais específica, para as experiências que vivenciou e que narrou e registrou em sua obra.

 

No quadro abaixo, e seguindo a própria divisão da obra Viagem ao Volga, apresentamos os temas contidos no relato de Faḍlān:

 

Quadro 1: divisão temática da obra Viagem ao Volga

Item

Tema

Localização

1

Viagem ao Volga

p. 21

2

Os persas e os turcos

p. 25

3

Os eslavos

p. 53

4

Os rus

p. 79

5

Os khazares

p. 91

6

Divisões políticas da Eurásia

p. 96

7

Mapa político atual

p. 97

8

Cronologia

p. 99

9

Original em árabe

p. 62-1

Fonte: Viagem ao Volga, 2023.

 

Para esta oportunidade, nos remetemos os dois primeiros itens do quadro acima, com destaque para os momentos iniciais da narrativa, localizado entre as páginas 21 e 35 da obra, embora retornaremos a esta fonte em outras oportunidades. Em relação às partes selecionadas da fonte Viagem ao Volga, trata-se, basicamente, de informações relacionadas à preparação para a viagem, assim como observações sobre os deslocamentos entre as cidades e descrições culturais e comerciais, especificamente relacionadas aos momentos anteriores da entrada na “terra dos turcos” [Viagem ao Volga, 2023, p. 33], localizada, de acordo com a obra, no “posto avançado chamado Zamjān, que fica no portão dos turcos” [Viagem ao Volga, 2023, p. 35].

 

Os temas identificados na preparação da missão diplomática

A seguir analisamos os temas identificados a partir da análise da obra, os quais organizamos não seguindo a narrativa, mas sim de acordo com os temas, sobretudo para identificar e facilitar a sistematização.

 

Para esta oportunidade, dentre os vários temas presentes destacamos os seguintes: 1) observações sobre os deslocamentos e as distâncias entre as cidades; 2) preocupações estratégicas com a viagem diplomática; 3) informações comerciais e costumes locais; e 4) preocupações climáticas com a viagem diplomática.

 

1 - Observações sobre os deslocamentos e as distâncias entre as cidades

 

Basicamente, os deslocamentos entre as localidades visitadas por Amad apresentam-se medidos por dias, deixando claro, na maioria das vezes, quanto tempo permaneceu em cada localidade, como o faz no momento da sua partida da cidade de Bagdá:

 

“Partimos da Cidade da Paz [Bagdá] na quinta-feira, à 11ª noite de Safar do ano 309 [H./21 de junho de 921 d.C]. Ficamos um dia em Nahrawan e saímos de novo, viajando velozmente até chegarmos a Daskara, onde passamos três dias. Então, deixamos o lugar determinados a não nos deter até alcançarmos Hulwan, onde ficamos por dois dias. De lá, nos encaminhamos para Qarmisin, onde ficamos dois dias, e então seguimos até Hamdan, onde permanecemos três dias.” [Viagem ao Volga, 2023, p. 25].

 

Observamos que a partida de Amad da cidade de Bagdá ocorreu no dia 11 de Safar do ano 309, e a chegada até o posto avançado de Zamjān ocorreu aproximadamente “passadas duas noites Dul Alqada do ano 309 [H./4 de março de 922 d.C].” [Viagem ao Volga, 2023, p. 35]. Este trajeto, portanto, ocorreu, aproximadamente, entre 21 de junho de 921 e 04 de março de 922 da era cristã. É necessário destacar também que em algumas dessas localidades a narrativa se apresenta mais densa e com mais informações específicas, as quais conectam-se com os temas que destacamos inicialmente neste trabalho e que veremos a seguir. De todas as formas, o autor, na maioria das vezes, indica a localidade de onde sai e onde chega, além do fato de ressaltar, também, a distância percorrida entre elas e quantos dias permanece em cada local.

 

2 - Preocupações estratégicas com a viagem diplomática

 

Durante o trajeto percorrido até a entrada na “terra dos turcos”, observamos na narrativa da obra uma preocupação de Amad Ibn Faḍlān em assegurar que o deslocamento fosse realizado, principalmente ao chegar em outros territórios. Por exemplo, na localidade de Buārā, houve um encontro com Nar Ibn Amad, da dinastia Samânida, também conhecido como Nasr II, o qual “cumprimentamos como a um emir” [Viagem ao Volga, 2023, p. 27]. Destacamos que a principal preocupação de Faḍlān era justamente com a segurança do trajeto e, por este motivo:

 

“Também lhe foi solicitado que nos deixasse seguir em frente e enviasse uma carta a seu governante em Huwārizm para que ele não dificultasse nossa passagem, e outra ao guardião do portão dos turcos para que nos escoltassem e não pusessem nenhuma dificuldade à nossa passagem” [Viagem ao Volga, 2023, p. 27].

 

Analisando o relato de Amad Ibn Faḍlān, não é possível estabelecer a data do encontro, porém, como a saída de Bagdá ocorreu em junho de 921, já haviam passados, aproximadamente, entre seis e sete anos da ascensão de Nars II ao trono Samânida, um dos governantes que mais contribuiu para a fundação e o desenvolvimento do território Samânida [Bashiri, 1998, p. 33]. De todas as formas, observamos no fragmento do relato a preocupação estratégica por parte de Faḍlān para com o desenvolvimento da viagem.

 

3 - Informações comerciais e costumes locais

 

Foi ainda em Buārā que Faḍlān destacou algumas informações comerciais e costumes locais, como no fragmento abaixo:

 

“Notei que os dirrãs de Buārā são feitos de metais coloridos. Alguns deles são chamados dirrãs ġițrīfī e são de cobre, bronze ou latão. São contados por número, sem pesar – cada 100 para 1 dirrã de prata. Assim, as condições dos dotes das mulheres são: fulano, filho de beltrano, casa com a fulana, filha de sicrano, por tantos e tantos mil dirrãs ġițrīfī. O mesmo vale para as compras de propriedades e escravos, nas quais se usam apenas estes dirrãs. Há ainda outros dirrãs de latão – cada 40 valendo 1 danaca – e também os chamados dirrãs de Samarcanda – 6 valem 1 danaca.”

 

Além de observar os materiais das moedas mencionadas (cobre, bronze, latão), Amad também indica as suas finalidades, utilizadas para o pagamento de dotes de casamento, para a compra de propriedades e de escravizados e os que são utilizados em outras cidades, como Samarcanda.

 

4 - Preocupações climáticas com a viagem diplomática

 

Em determinado ponto da narrativa, Amad indica que seu grupo havia chegado próximo a entrada da “terra dos turcos” [Viagem ao Volga, 2023, p. 31], quando relatou sua percepção em relação ao clima local:

 

“Eu vi o quão frio era o clima: os mercados e as ruas ficam tão vazios que quem passa por ali não encontra sequer um ser humano. Quando eu saía do banheiro e entrava na casa, via que minha barba tinha virado um bloco maciço de gelo, que eu tinha de derreter em frente à fogueira” [Viagem ao Volga, 2023, p. 32].

 

Ao que tudo indica, pela narrativa do documento, foi justamente a situação climática da região que fez com que o grupo permanecesse um bom tempo na cidade, praticamente quatro meses aguardando a melhora climática [Viagem ao Volga, 2023, p. 32]. Assim, para além de descrever a situação climática local observamos também a preocupação de Amad em continuar a sua viagem diplomática e como as questões climáticas influenciaram em seu planejamento.

 

A preocupação de Amad Ibn Faḍlān para com a viagem também fica refletida em seu relato, não somente no que diz respeito às aquisições realizadas na preparação da viagem (“Adquirimos os utensílios de viagem de que pudéssemos precisar e compramos camelos turcos. Balsas de couro de camelo foram construídas para nós, para enfrentarmos os rios que fossem necessários atravessar na terra dos turcos (...)”), mas também no que diz respeito aos alimentos para consumir no deslocamento (“(...) e reunimos provisões de pão, painço e carne curada para três meses”) [Viagem ao Volga, 2023, p. 33]. Na verdade, ao se aproximar de um território desconhecido, havia um medo em relação ao que poderia existir para além das fronteiras [Frankopan, 2019, p. 126].

 

Na narrativa apresentada, é perceptível o impacto com o clima frio com o qual Faḍlān se deparou (“Vi até o chão se rachar em enormes vales e grandes árvores antigas fenderem em duas partes, tamanha a intensidade do frio”) [Viagem ao Volga, 2023, p. 32], de forma que a preparação se intensificou no que diz respeito à proteção corporal contra os extremos climáticos: “Cada um de nós estava vestido com uma túnica, um cafetã, um gibão, um manto lanoso, um gorro com aberturas apenas para os olhos, um par de ceroulas comuns, outro de ceroulas forradas, meias, um par de botas de couro de cavalo e, por cima delas, outro par de botas, de modo que, enquanto estivéssemos montados nos camelos, nenhum de nós conseguiria se mexer de tanta roupa” [Viagem ao Volga, 2023, p. 33].

 

A riqueza de detalhes da descrição apresentada por Faḍlān indica a preocupação com o clima e com a travessia a ser realizada para a “terra dos turcos”, não somente pela quantidade de vestimentas descritas no parágrafo anterior, mas também pela própria afirmação do autor em relação à situação, quando afirmou que: “Quando testemunhamos aquilo por nós mesmos, vimos que era duas vezes pior do que nos fora descrito”. [Viagem ao Volga, 2023, p. 33]. Nesse sentido, compreendemos que neste momento de preparação para a entrada na “terra dos turcos” havia uma preocupação em destaque por parte do autor e com isso a mesma ficou impressa na memória de Faḍlān até ser textualizada em sua Viagem ao Volga.

 

Considerações finais

O relato de Faḍlān, embora breve em nosso recorte temático limitado aos primeiros momentos da viagem, nos apresenta uma série de informações voltadas para a sua preocupação na realização da missão diplomática em direção a um mundo por ele desconhecido. Desse modo, tanto as preocupações estratégicas para a travessia, assim como os incômodos com o clima da região fizeram parte de suas reflexões naquele momento e foram posteriormente textualizadas em sua narrativa.

 

Elaborada em um contexto de expansão do Islã, a obra Viagem ao Volga apresenta algo muito comum em termos de produção de relatos de viajantes no Medievo, ou seja, o contato com “os outros”, os quais, são muito mais que personagens na escrita de Faḍlān, passando a ser, também, os cenários geográficos, climáticos e de preparação bélica para a sua travessia.

 

Ressaltamos que outros aspectos desta fonte podem ser trabalhados futuramente para além do recorte temático que apresentamos nesta oportunidade, principalmente pela riqueza de detalhes que apresenta, e sobretudo pela história do território asiático a partir da ótica islâmica.

 

Referências

Luciano José Vianna é Livre Docente/Professor Associado da Universidade de Pernambuco (UPE)/campus Petrolina. Coordenador do Spatio Serti – Grupo de Estudos e Pesquisa em Medievalística (DGP/CNPq). Professor de História Medieval do Colegiado de História da UPE/campus Petrolina e Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Formação de Professores e Práticas Interdisciplinares (PPGFPPI).

 

Fontes

Viagem ao Volga: Relato do enviado de um califa ao rei dos eslavos / Amad Ibn Faḍlān. Tradução e Apresentação Pedro Martins Criado. São Paulo: Carambaia, 2023.

 

Bibliografia

BASHIRI, Iraj. The Samanids and the Revival of the Civilization of Iranian People. Written, Edited, Translated and Supervised by Iraj Bashiri. Dushanbe, 1998.

 

BURKE, Peter. O que é História Cultural? Rio de Janeiro: Zahar, 2021.

 

CRIADO, Pedro Martins. Apresentação. In: Viagem ao Volga: Relato do enviado de um califa ao rei dos eslavos / Amad Ibn Faḍlān. Tradução e Apresentação Pedro Martins Criado. São Paulo: Carambaia, 2023, p. 7-20.

 

FRANKOPAN, Peter. O coração do mundo. Uma nova história universal a partir da Rota da Seda, o encontro do Oriente com o Ocidente. São Paulo: Planeta, 2019.

 

HOURANI, Albert. Uma história dos povos árabes. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

5 comentários:

  1. Wendell dos Reis Veloso7 de julho de 2026 às 21:43

    Prezado Prof. Luciano José Vianna, saudações. Que prazer ler o seu texto! A minha questão advém de uma dúvida e da minha ignorância. Como ela foge do escopo da sua apresentação aqui eu peço que a ignore caso não caiba resposta.

    Dado o contexto de produção do relato, a expansão do Islã, e o pedido para que o Califa provesse o reino dos eslavos, poderia contextualizar a relação desses grupos nesse período?

    Agradeço desde já. Cordialmente, Wendell Veloso.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Prof. Wendell, boa noite! Obrigado pela pergunta.

      De fato, tenho feito leituras há um tempo e tenho me interessado pela temática. Eu indicaria algumas questões, como a comercial (peles, animais, entre outros...), a questão da expansão religiosa (no caso, do Islã; mas, pelo que observo se trata no geral de uma expansão gradativa e "superficial", no caso do norte); e também a diplomática, com o estabelecimento de contato com outros grupos. Isso se reflete tanto em fontes de época quanto em referências bibliográficas.

      Excluir
    2. Luciano José Vianna

      Excluir
  2. Patrik M. Gonçalves9 de julho de 2026 às 12:09

    Parabéns pelo texto, Luciano! É sempre animador encontrar pesquisas que utilizam fontes árabes clássicas, especialmente relatos como de ibn Faḍlān. Minha pergunta é a seguinte: como você abordou quatro temas frequentes nas passagens iniciais da obra, gostaria de saber se, ao analisar o conteúdo posterior do relato, percebeu uma mudança de tom, opinião ou frequência em que esses temas aparecem. Eles permanecem centrais ou surgem outras preocupações? Por exemplo, a preocupação com o clima e a segurança continuam uma constante ou desaparecem pela mudança de formato do texto? Desde já, obrigado pela resposta!
    -
    Patrik Madruga Gonçalves

    ResponderExcluir
  3. Olá Patrik, boa noite!

    Obrigado pela pergunta. Eu diria que continua com alguns temas, como a preocupação estratégica para realizar o trajeto, como também aparecem novos temas, quando se deparam com novos povos, por exemplo. Assim, descrições de outros povos, descrições geográficas, preocupações estratégicas (como os Basgrid, por exemplo) são quase uma constante na narrativa. Entretanto, ainda assim, na parte inicial que abordei poderiam ter sido trabalhados outros temas; mas, não consegui por uma questão de espaço. Espero poder aprofundar/continuar em outras possibilidades. Até a próxima!

    Luciano José Vianna

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.